Algumas funcionalidades do website poderão não funcionar correctamente, por favor active o Javascript no seu browser.

Cookies

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização.

Fechar    Colégio Candidaturas Oferta Educativa Informações Alumnae Pais e Alunos
COLÉGIO MIRA RIO

Em Dia Aberto, o Património inunda o Mira Rio

A XII.ª edição do Projeto Mira Ciência decorreu no dia 24 de fevereiro, já com a comunidade educativa bem instalada no novo edifício do Colégio Mira Rio, em Telheiras. E foi um sucesso!

«É uma verdade universalmente conhecida»[1] que as alunas do Colégio Mira Rio abraçam os seus projetos de forma temerária e destemida. Um dos projetos mais duradouros e estimulantes que nasceu no Colégio foi o Projeto Mira Ciência,. A temática orientadora deste ano centrou-se na ideia dos Patrimónios, assim mesmo, no plural, por se considerar que a Humanidade é também ela múltipla, diversa, plural. As conferências apresentadas (fruto do trabalho de pesquisa das alunas, sempre orientado por várias professoras do Colégio) focaram áreas tão diversas como o Património Pessoal e a noção de identidade, o Património Literário (D. Nuno Álvares Pereira; A lírica trovadoresca), o Património Histórico (a evolução da escrita; a arquitetura gótica) e o Património Científico (a geologia por detrás da arquitetura; a importância da defesa da biodiversidade; a recuperação de terrenos pós-incêndios ou a criação dos bancos de sementes).

O último painel do encontro deste ano não pode deixar de contar com um grupo de alunas do 12.º ano que, sob orientação da Professora Isabel Carmo Pedro e com a contribuição inestimável da Professora Doutora Marta Mendonça (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), nos iniciou nas problemáticas relacionadas com a Bioética, questões tão contemporâneas e complexas que nos surpreende a profundidade com que estas jovens já conseguem manejar argumentos relacionados com o uso de células estaminais ou a eutanásia. Podemos afirmar que todos saímos destas sessões bastante mais conhecedores do poliedro multifacetado que é a nossa realidade.

Quem diria que as cores dos nossos monumentos dependem muito do tipo de rocha predominante na área da construção? Quem diria que as temáticas da lírica trovadoresca estão ainda hoje tão presentes na música pop? Quem diria que as novas tecnologias e as redes sociais nos podem ajudar a ficar mais próximos ou levar ao isolamento e, com esta dúplice natureza, nos podem modificar a identidade? Quem diria que uma pequena ilha da Noruega perto do Pólo Norte funciona, há dez anos, como uma «arca de Noé» vegetal? Quem diria que a destruição do Património pode ter tantas causas (que não só as causas naturais) e que é tão urgente proteger os edifícios, os habitats, as comunidades de todos os fatores negativos que os rodeiam? Após ouvirmos as alunas, sentimo-nos como os navegadores deslumbrados com a linha do horizonte para quem «[a]bria em flor o Longe e o Sul sidério/splendia sobre as naus da iniciação»[2].

Porém, o Mira Ciência não se esgota nas apresentações e nos trabalhos de pesquisa. As duas sessões plenárias a que tivemos o prazer de assistir contaram com a participação da Senhora Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Professora Doutora Maria Fernanda Rollo – com a comunicação «Cultura científica. Conhecimento e responsabilidade social científica para o bem-estar e o desenvolvimento» e do Professor Doutor António Candeias, Diretor do Laboratório HERCULES – Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda da Universidade de Évora - com a comunicação «Os 12 trabalhos de Hércules…ou na fronteira entre a Ciência e a Arte».

Porque se percebe que, entre a Ciência e a Arte, a linha de demarcação é ténue, a experiência deste dia tão especial jamais ficaria completa sem a passagem pelas variadíssimas oficinas e exposições que as alunas dos restantes ciclos de ensino prepararam com muito afinco. Das Sete Maravilhas de Portugal aos laboratórios abertos, passando pela sala dedicada ao Património das várias regiões de Portugal, sem esquecer as caixas mágicas com os artistas portugueses dos séculos XX e XXI, os visitantes podiam deliciar-se com pastéis de nata frente às gravuras da Torre de Belém, com as danças tradicionais no pátio central ou com a leitura das lendas e fábulas na Hora do Conto. Havia atividades e distrações para todas as idades, para todos os tamanhos! E se isso não bastasse, podíamos ainda, para terminar um dia excecional, embarcar no Optimist Safari e perceber como as cores e as formas da nossa Infantil nos mostram bem que «de pequenino» se cria Património.

[1] Citação do início do romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

[2] «Horizonte», Mensagem, de Fernando Pessoa

 

CONSULTAR O LIVRO DE RESUMOS DAS APRESENTAÇÕES ORAIS

 

 

Galeria